6 de maio de 2014

"Nasci subestimada ao impossível, quero tudo que está longe do meu alcance. Se me der algo quente, eu vou querer pegando fogo. Se me disser que aqui é seguro, e do outro lado é perigoso, com certeza eu morreria, mais iria do outro lado ver. Me dê um pouco de atenção, e daqui minutos eu nem vou lembrar seu nome. Não gosto de nada que a vida me oferece, eu quero aquilo que não devo ter, vou a lugares que não deveria ir, converso com pessoas que não poderia conversar, arrumo encrenca com gente que eu não devia nem chegar perto. Odeio quando me contradizem. Sem explicações. Sou como sua irmã mais nova; mimada, e insuportável. " - Eu quero aquilo, e quero, não pergunte o porque, só me dê! Se não for dar. Senta ai que eu vou buscar com minhas própras mãos ". Gosto de tudo que não pode ser meu, me apaixono por coisas perigosas, improváveis. São mais intensas, e valem mais a pena. A resposta de todas essas coisas é o sofrimento que tenho que carregar, em amar algo distante, em querer tudo que não posso ter. Levantar, segurar o que quero, e não poder pegar pra mim. E continuo isso todos os dias, sem desistir. Tudo que é fácil é chato, sem graça. Não quero que venha aqui e me mostre o caminho; eu quero ir ai e te subornar a me mostrar.

Taís Amaral, no Urgir

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